Parabéns!
Amor da minha vida.
Tipo fechado que sabes quem és, gostei de te ver, gostei do dia. Gostei do sol, gostei do que senti enquanto via, vejo, verei um universo. Mas a conversa astronómica fica para outra altura, agora quero dirigir-te esta carta. Ou melhor ir dirigindo. É sempre assim, como sabes.
A razão porque o faço no meu blog, vlog é a de se tornar ocultista. E tu gostas disso.
Hoje, estava à conversa e lembrei-me do Gira-mundo. De facto tudo começou ai.
Pouco mudou desde então, apesar de termos mudado muito. O Gira-mundo mudou de sítio. O girassol já não é do Osvaldo. Entretanto e, de passagem ( ou en passant, expressão francesa comummente usada e que serve também para definir a captura especial de peões no jogo de xadrez.), sabes que o filho dele foi preso por andar no mundo do crime como assaltante? Pois é, andámos ao colo com o Arsène Lupin da mercearia. Estou a brincar mas é triste.
Onde ia?... Sim, ia nas coisas que mudaram de sítio. Como os concertos do Dramático que já não são ali. E já há uns banquinhos nas estações para esperar pelo primeiro comboio. Porreiros pá.
A cave mudou de sítio, ou melhor, as coisas mudaram de sítio e a cave apesar de o ser já não é como era: alto, mais alto, muito mais alto. Felizmente há provas.
As nossas casas mudaram de sítio, as dos nossos pais não.
O natal já não é no chinês ou os aniversários no dia seguinte. Já não rimos nos mesmos lugares. Nós mudámos de sítio, várias vezes.
O cabelo, a pele, os óculos, os passeios, as conversas, a música. Sempre a música... mudou também. Para melhor, acho.
Pareceste-me bem. De melancolia latente, sempre, mas como era a tua não estranhei...
Lembrei-me de algo: “punho em riste”.
(indignado)
Cabrões dos Coreanos pá!
O que o Bush devia era bombardear aquela merda. De preferência a universidade, que é para aprenderem. E lá porque é a do Sul, pouco importa. Eles haviam de arranjar um pretexto. Arranjam sempre e desta vez seria justo. Futebol...
De vez em quando fico a perguntar-me o que fazes com tudo o que aprendes, o que sabes. É para mim o grande enigma. O que fazes com tudo isso? Porquê tanta insegurança?
Gostei mesmo de estar contigo.
Paro de me dirigir por agora. Volto mais tarde.