Tuesday, June 5, 2007
hummm... os autocarros... os buses vá lá...
Há sempre um início.
Quase sempre, mais ou menos, muito às vezes um destino.
Andamos, olhamos, cheiramos, provamos, ouvimos, corremos, percorremos, estrada fora e, fora dela, paramos.
Sim, muitas vezes paramos e ali, de vez em quando, ficamos.
Paramos. Sim, muitas vezes paramos.
Por parar, para ficar, olhar, contemplar, guardar. Guardar para nós, guardar... guardar... guardar...
É para isso que foram inventados os segredos...
Para guardar para nós.
Casas e vazio e ultrapassagens e arquitectos e passeios e bermas e traços e semáforos e sinais e marcos do correio e carteiros e carros e pessoas e ausência delas.
Dia, noite, noite dia. Viajar. Lavar os dentes, lavar a escova, abrir a cama, deitar, apagar a luz, levantar, ver de cima o que se passa lá em baixo, à porta...
E lá do alto, um anjo estátua fecha-me os olhos e sussurra: dormir... dormir... dormir... dormir...













