Monday, January 28, 2008

Thursday, November 22, 2007

Voltinhas no youtube #5 Harold Pinter







Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ah, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz

Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida

Monday, October 29, 2007

Parabéns!

Amor da minha vida.

Monday, October 15, 2007

Carta aberta a um tipo fechado.

Tipo fechado que sabes quem és, gostei de te ver, gostei do dia. Gostei do sol, gostei do que senti enquanto via, vejo, verei um universo. Mas a conversa astronómica fica para outra altura, agora quero dirigir-te esta carta. Ou melhor ir dirigindo. É sempre assim, como sabes.
A razão porque o faço no meu blog, vlog é a de se tornar ocultista. E tu gostas disso.
Hoje, estava à conversa e lembrei-me do Gira-mundo. De facto tudo começou ai.
Pouco mudou desde então, apesar de termos mudado muito. O Gira-mundo mudou de sítio. O girassol já não é do Osvaldo. Entretanto e, de passagem ( ou en passant, expressão francesa comummente usada e que serve também para definir a captura especial de peões no jogo de xadrez.), sabes que o filho dele foi preso por andar no mundo do crime como assaltante? Pois é, andámos ao colo com o Arsène Lupin da mercearia. Estou a brincar mas é triste.
Onde ia?... Sim, ia nas coisas que mudaram de sítio. Como os concertos do Dramático que já não são ali. E já há uns banquinhos nas estações para esperar pelo primeiro comboio. Porreiros pá.
A cave mudou de sítio, ou melhor, as coisas mudaram de sítio e a cave apesar de o ser já não é como era: alto, mais alto, muito mais alto. Felizmente há provas.
As nossas casas mudaram de sítio, as dos nossos pais não.
O natal já não é no chinês ou os aniversários no dia seguinte. Já não rimos nos mesmos lugares. Nós mudámos de sítio, várias vezes.
O cabelo, a pele, os óculos, os passeios, as conversas, a música. Sempre a música... mudou também. Para melhor, acho.
Pareceste-me bem. De melancolia latente, sempre, mas como era a tua não estranhei...
Lembrei-me de algo: “punho em riste”.
(indignado)
Cabrões dos Coreanos pá!
O que o Bush devia era bombardear aquela merda. De preferência a universidade, que é para aprenderem. E lá porque é a do Sul, pouco importa. Eles haviam de arranjar um pretexto. Arranjam sempre e desta vez seria justo. Futebol...
De vez em quando fico a perguntar-me o que fazes com tudo o que aprendes, o que sabes. É para mim o grande enigma. O que fazes com tudo isso? Porquê tanta insegurança?
Gostei mesmo de estar contigo.
Paro de me dirigir por agora. Volto mais tarde.

Thursday, October 4, 2007

Nasceu amanhã!

O outro grande amor da minha vida!

Tuesday, September 25, 2007

http://www.muchland.org/

...

35... pfffffff....

Tuesday, June 5, 2007

céu








a fazer

學會怎麼講中文

maria 漢語

?...

...








hummm... os autocarros... os buses vá lá...
















Há sempre um início.
Quase sempre, mais ou menos, muito às vezes um destino.
Andamos, olhamos, cheiramos, provamos, ouvimos, corremos, percorremos, estrada fora e, fora dela, paramos.
Sim, muitas vezes paramos e ali, de vez em quando, ficamos.
Paramos. Sim, muitas vezes paramos.
Por parar, para ficar, olhar, contemplar, guardar. Guardar para nós, guardar... guardar... guardar...
É para isso que foram inventados os segredos...
Para guardar para nós.
Casas e vazio e ultrapassagens e arquitectos e passeios e bermas e traços e semáforos e sinais e marcos do correio e carteiros e carros e pessoas e ausência delas.
Dia, noite, noite dia. Viajar. Lavar os dentes, lavar a escova, abrir a cama, deitar, apagar a luz, levantar, ver de cima o que se passa lá em baixo, à porta...
E lá do alto, um anjo estátua fecha-me os olhos e sussurra: dormir... dormir... dormir... dormir...

coisas que infelizmente ficaram à porta 1






Monday, June 4, 2007

Saturday, May 12, 2007

a melhor das minhas idas ao cinema este ano

"As my dear departed friend Lotus Winestock used to say: I used to want to change the world, now i just want to leave the room with a little dignity".